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日志


7月29日

Reflexões sobre o prato de louça chinesa

 
 
 
É um objeto tão simples. Um prato de louça, chinesa, o próprio nome já o diz: é um prato de louça vindo da China. O desenho é um detalhe, pintado por mãos chinesas, amarelas.
 
Só há uma questão a entender: qual a importância de um prato de louça chinesa? Por que poetas e músicos querem falar sobre um simples artefato decorativo feito por mãos amarelas? E, presa nesta reflexão, eu gostaria de ganhar um prato de louça chinesa, pintado por pequenas mãos amarelas. No desenho, guerreiros chineses lutariam entre a arquitetura majestosa chinesa, tudo em azul chinês. E eu penduraria o prato em uma parede branca, tem que ser branca, para que o desenho em azul se destaque e os guerreiros lutem como em nuvens. Ao lado do prato haverá uma janela, eu a vejo, grande, sempre aberta, esperando a borboleta daquela canção, ou o pombo branco daquela poesia. A janela não se fechará nunca, até que eu os veja com meus próprios olhos.
 
Em frente ao prato de louça chinesa, haverá uma cadeira, bem confortável, pois é lá que ficarei à espreita, e só me contentarei quando vir os guerreiros chineses saindo, azuis, do prato de louça (porque eles saem, tenho certeza), e buscando pombos brancos e borboletas azuis, trazendo-os para  perto de si. Porque no prato branco, só há o branco, não há vida. E para haver vida tem que existir o azul, e o verde, e o amarelo, e o vermelho. É isso que os guerreiros vão buscar, a vida. E eles a encontram. Só que, descuidados, deixam-se apanhar por poetas e músicos. E então, assustados, esparramam as cores pelo caminho, e só resta o azul; e a arquitetura chinesa fica azul, e os guerreiros ficam azuis, e suas espadas ficam azuis.
 
É por isso que quero ganhar um prato de louça chinesa, pintado com tinta chinesa, azul, por mãos chinesas amarelas. Nem o tempo, carrasco da humanidade, me amedrontará. Os guerreiros chineses não envelhecerão, olharão para mim do alto da parede, confusos, azuis. E então, aguardando pacientemente, com o olhar fixo no prato de louça chinesa, descobrirei, enfim, o seu segredo.
 
 
Priscila M.
7月22日

Felicidade

  
 
 
 
 
Se ele pudesse,
chamaria todas as árvores e todos os pássaros
para que o ouvissem,
conversaria com o Dia e conversaria com a Noite,
e casaria o Sol com a Terra,
e pediria ao mar suas espumas,
ao espaço as suas brumas,
às árvores suas flores
ao céu as suas estrelas
para tecer o imenso véu...
 
E pediria ao mundo um pouco de silêncio
e pediria ao céu que descesse um pouquinho
do céu...
 
(JG de Araújo Jorge)
 
 
Ah, se eu pudesse...
 
 
7月12日

Voar...

 

 

"- Venham até a borda, ele disse.

 Eles disseram: - Nós temos medo.

- Venham até a borda, ele insistiu.

 Eles foram,

 Ele os empurrou...

 e eles voaram. "

 


(Guillaume Apollinaire)

 

 

Preciso falar alguma coisa???? rs...

7月3日

Simplesmente Beethoven!

Considerado por muitos críticos como o maior compositor do século XIX, Ludwig van Beethoven nasceu no dia 16 de dezembro de 1770, na Renânia do Norte (Alemanha). Seu pai, um tenor da corte de Köln, foi quem lhe ensinou as primeiras lições sobre música,e, em 1787 é enviado à Viena para estudar com o músico Joseph Haydn, que o apresentaria, mais tarde, a Wolfgang Amadeus Mozart. Mozart, percebendo o talento do jovem Beethoven, pronuncia a famosa frase sobre o músico: “Não o percam de vista, um dia há de dar o que falar”.

 

Beethoven tinha o excêntrico costume de despejar água gelada em sua cabeça, dizendo que este ato estimulava o cérebro. Sua criatividade na composição das músicas inaugura um novo período na música erudita, o romantismo, com a Sinfonia nº3, Op.55, no ano de 1803. Esta sinfonia tinha a duração duas vezes maior que qualquer outra escrita até então.

 

Em 1824, já consagrado como o maior compositor do século, Beethoven escreve a Sinfonia nº9 em Ré Menor, inovando novamente com a inserção de um coral humano pela primeira vez dentro de uma sinfonia. O texto desta seria uma adaptação do poema “Ode à alegria”, de Friedrich Schiller, escrita pelo próprio Beethoven.

 

A surdez atingiu o músico por volta de seus 24 anos (1794). Beethoven realizou vários tratamentos mas a doença progredia e, aos 46 anos (1816) estava praticamente surdo. Este fato não o impediu de compor, tanto que é a partir de 1818 que surgem algumas de suas maiores obras.

 

Seus últimos anos foram dedicados à composição de quartetos de cordas, falecendo em 26 de março de 1827, deixando sua influência marcada para sempre no mundo da música.
 
Fonte do texto: wickipédia
Mais sobre Beethoven e o filme "Copying Beethoven" no site Campo de Orquídeas.
 
Simplesmente Beethoven!!!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Copying Beethoven
 
 
Canta pra mim a canção das estrelas
Conte pra mim a luz do luar
Faça com uma nota minha canção de ninar
Que lhe dou meu destino
E com ele
uma sinfonia você criar.
 
Karla Julia
 
 
Mais uma poesia de minha amiga, Karla!